
Quando criança contou-me o meu avô, a partida que um dia pregou a umas camponesas que trabalhavam a terra junto a uma floresta.
O meu avô que regressava da costureira, tendo-lhe esta confeccionado umas ceroulas, lembrou-se este em pregar um susto às pobres mulheres que trabalhavam a terra. Vestiu as ceroulas por cima das calças e desatou a correr na orla da floresta, a brancura das ceroulas contrastou com a penumbra da floresta, pois era já no final da tarde, as mulheres vendo este cenário desataram a gritar e fugiram espavoridas, gritando que era o Tardo (Tardo, espécie de duende que aprecia pregar partidas no final da tarde) o meu avô fartou-se de rir com o susto que lhes havia pregado.
Há noite na taberna ouviu uns homens a urdirem um plano para apanhar o tratante armado em Tardo que havia incomodado as suas mulheres.
O meu avô nunca mais lá passou, pois foi uma sorte ele ter ouvido a conversa.
E foi assim que o meu avô me contou.
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